sexta-feira, julho 07, 2006

MONÇÃO

irrompe a chuva
penetrando cada socalco
do meu rosto apontado ao céu!
contorna os meus olhos fechados,
para que o silêncio das pálpebras
me conceda o gosto
ao seu gotejar cristalino.

enquanto inalo o cheiro da terra,
leito último deste desaguar,
furto ávido uma gota
que absorvo sôfrego na minha língua,
antes que a chuva
se despeça do meu corpo.

48 Comments:

Blogger MySelf said...

Vim parar aqui já não sei muito bem como. ADOREI!
Vou voltar, adorei a tua escrita!
Este poema, especialmente, tocou-me...
Parabens!

3:39 da tarde  
Blogger Claudia Perotti said...

Joaquim,

Tens o dom de fazer-me mergulhar em teus textos e sentí-los com toda a intensidade que escreves.

Mais um belíssimo texto!

Bom final de semana!

Beijinhosssss

3:46 da tarde  
Blogger Sea said...

Srá uma tentativa de lavar a alma ou de um renascimento?

3:47 da tarde  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Simplesmente não sei..mas valeu apena vir aqui.uma lagrima corre me..bjo

9:48 da tarde  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ said...

lindo :)
Bom fim de semana.
Bjx

11:07 da tarde  
Blogger Oceanida said...

Delicioso.
Você abraça do mar.

2:34 da manhã  
Blogger Luna said...

Escreves de uma forma tão intensa,que sinto os cheiros,os
sons, e estava a lembrar-me como as crianças adoram brincar na chuva, eles tem o poder se sentir de uma forma tão especial tudo o que os cerca,nós adultos nunca deviriamos perder essa sensibilidade.

Quero agradecer-te as tuas visitas aos meos cantinhos
sinto-me muito honrada

beijocas grandes de bom fim de semana

11:59 da manhã  
Blogger RPM said...

awlrctnuBom dia meu amigo Joaquim!

Fiquei muito feliz por ver mais um resultado do teu saber muito pessoal...Muito bonito!!

Relativamente ao teu convite, fiquei muito lisonjeado e desde já agradeço o convite. Mas.....

....mas o Fairplay é em Ponta Delgada, S. Miguel. Não estarei no dia da apresentação do teu trabalho mas terei o IMENSO gosto de me deixares o teu convite por mail para depois eu colocar no meu PONTOS DE VISTA....da mesma maneira como faço com os das exposições aqui em Angra...

Certo, Joaquim?!!!

ah! Eu depois ver-te-ei, à noite, no Jorbal da RTP-Açores.

meu contacto de mail é
mop77511@mail.telepac.pt

escreve para lá que te darei, depois o meu telelé!

abraço grande de amizade e muito gosto tenho em te ajudar aqui na apresentação do teu trabalho!

Abraço

RPM

12:45 da tarde  
Anonymous claudia said...

obrigada...

2:46 da tarde  
Blogger lonely star said...

Vc é um dos melhores poetas que eu já li :~

fui mexer contigo no msn outro dia, mas vc saiu na hora hahaha

8:34 da tarde  
Blogger Aran said...

Mhmmm... que delicia!!!! ´gostas de água e o cheiro da terra húmida! Gostei muito, beijinhos e inté

9:39 da tarde  
Blogger falcão e cunha said...

O seu comentário no Yinyang acerca do saber é absolutamente divinal.
A sua química cataliza todas as palavras da sua escrita.
Sinto nestas palavras que escreve agora, uma transcendência mental. O seu espírito possui uma energia poderosa que o impulsiona rumo a um estado de sublimação pura...

11:12 da tarde  
Blogger ~*Vica*~ said...

Lindo poema, a chuva é sempre ótima para lavar a alma.

8:53 da tarde  
Blogger alice said...

querido amândio,

estive ausente o fim de semana e foi o melhor início de semana vir aqui ler este pedaço de poesia

que cada vez demores menos tempo a privar-nos das tuas palavras que nos refrescam os sentidos ávidos

beijinho enorme e obrigada

alice

11:25 da manhã  
Anonymous pequenita (quando o teu corpo e o meu) said...

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

1:59 da tarde  
Blogger Luci said...

Muito lindo esse poema!!!
Beijinhos

2:47 da tarde  
Blogger Dalila said...

Está lindo!
Fizeste-me sentir aquela saudade desses sentimentos que a chuva (pelo menos a mim) traz.

3:20 da tarde  
Blogger Adryka said...

Olá éum poemo muito intrespectivo e muito para dentro de ti, mas lindo e bom de ler. Bjs

3:58 da tarde  
Blogger Ana P. said...

Ai, ai... tá lindo..

Beijinhos

4:26 da tarde  
Blogger Miguel V. said...

Bonito sim, bem escrito sim, e já agora deixa-me que te diga... já tenho saudades de uma boa chuva!!!

Abraço

8:33 da tarde  
Blogger Vanda Baltazar said...

eu gosto de todos.

...que dizer quando o calor se instala e a chuva é apenas memória?

sofrega memória.

:)

Van

9:58 da tarde  
Blogger _+*A Elite in Paris*+_ said...

Ola Ola, vim aqui agradecer a visita ao meu cantinho.

Entao vai dar aulas em Angola? de que? que turma? que escola?

Sera bemvindo!

Beijokas

Elite

9:10 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Sr. Dr.,

Costuma ir a Braga? Temos lá muitos amigos comuns...

É mais famoso do que pensa...!!!

Um beijo,

Julia

3:37 da tarde  
Blogger veldrane_sucubus said...

acho que quem andou rompendo o silêncio agora fui eu...

5:16 da tarde  
Blogger Marco Magalhães said...

Belíssimo texto.
Gosto imenso de ler os seus poemas.

10:42 da tarde  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

"...enquanto inalo o cheiro da terra,
leito último deste desaguar, furto ávido uma gota
que absorvo sôfrego na minha língua,
antes que a chuva
se despeça do meu corpo."
Só isso vale um sonho,um poema,uma paixão!!
Perfeito meu querido,
beijossssssssssss

12:50 da manhã  
Blogger RRH 1008 said...

Echo de menos el roce de la lluvia en mi rostro
echo de menos el olor de mi tierra
pero me basta con cerrar silenciosamente mis parpados apuntando al cielo
e inhalar lo que más deseo.

Un abrazo amigo Amandio,

10:05 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Olá Joaquim

Agradeço-lhe pela visita ao meu blog, e, aproveito a oportunidade para abraçar a grande nação portuguesa, cujo país tenho profunda admiração.
Desejo-lhe votos de paz, saúde e fraternidade.
Abraço!

Ivan Ataide

11:39 da manhã  
Blogger Artur Moura Queirós said...

É de olhos fechados que melhor se sente o que o mundo nos oferece...
Quando o corpo é elo de ligação entre céu e terra, conhecemos o poder curativo da Mãe Natureza seca e molhada...:)

4:05 da tarde  
Blogger ≈♥ Nadir ♥≈ said...

(¯`v´¯)
`*.¸.*´
¸.´¸.*¨) ¸.*¨)
(¸.´ (¸.´ .´ ¸¸.¨¯`.
Bjx

4:48 da tarde  
Blogger sereia said...

Lindo!! Muito lindo!

5:58 da tarde  
Blogger umacoisaemformade_assim said...

Hoje na minha cidade sentiu-se o cheiro a terra molhada. Um privilegio para quem mora numa urbe grande. Este teu texto fez-me recordar essa sensação. Obrigado.

9:11 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

És simplesmente um GÉNIO!!! Marlene

7:24 da tarde  
Blogger alice said...

querido amandio,

vim matar saudades tuas

desejo-te um óptimo fim de semana

beijinho imenso da sempre amiga

alice

9:11 da tarde  
Blogger Moni said...

Lindo poema...
Saudades de você. Sumiu virtualmente. Espero que esteja tudo bem contigo.
Bjs

5:30 da manhã  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Gostei muito do poema! A chuva tem destas coisas!
Bom fim de semana ... com muito sol na alma!

7:31 da manhã  
Blogger Luna said...

deixo um beijo de bom fim de semana

9:30 da tarde  
Blogger Silêncios said...

Magnifica a força com que te entregas ás palavras que escreves...

9:45 da tarde  
Blogger Cris said...

Gosto da intensidade e da subtileza que incutes em cada linha...
Um beijo

11:25 da tarde  
Anonymous candido silva said...

hoje precisei de um pouco de paz e sossego... e vim aqui encontrar a paz de que tanto precisava, ler estes poemas lava-me a alma e da-me forças... lindo, muito lindo mesmo... abraço grande amigo

12:17 da manhã  
Blogger dreams said...

aguardo o nascer do sol para secar as lágrimas que teimam em cair...
amanhece...
volto a chorar a tua ausência...
moras em mim, mas sinto-me perdida sem ti...

desaguei aqui...

um beijo doce *
“·.¸Dreams¸.·”

2:48 da manhã  
Blogger Musician said...

Gostei :)

Ps- Somos quase vizinhos! :)

Beijinho*

12:49 da tarde  
Blogger lonely star said...

a sua ultima estrofe me lembra o começo do filme Minha vida sem mim... conhece? Recomendo!
Desculpe o sumiço, estou doente mas já melhorando =)

=*

8:35 da tarde  
Blogger Peter said...

A chuva, que gosto de sentir no rosto. O cheiro da terra molhada. São coisas belas num belo poema.

11:51 da tarde  
Blogger Maresi@ said...

Gostei imenso deste seu texto. Como sabe admiro a sua sensibilidade e a forma como filtra o mundo.

Afortunados aqueles que se cruzam consigo. Por mim falo :)

Beijo Maresi@

2:36 da tarde  
Blogger AS said...

Meu caro Amândio, obrigado pelas tuas palavras! Tb me delicio com a tua poesia...

Um abraço!

11:03 da tarde  
Blogger Nilson Barcelli said...

Já tinha lido este teu poema e pensei que o tivesse comentado até...

Não posso acrescentar muito ao que foi dito nem aquilo que eu penso sobre a tua posia. Mas sempre digo que os teus poemas têm muita qualidade. Que é raríssima na blogosfera.

Um abraço.

12:45 da tarde  
Blogger falcão e cunha said...

Simplesmente belo!

3:05 da tarde  

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