quarta-feira, fevereiro 01, 2006

sal


quis escrever na cor
do sangue. gotejou
verde,
viciado na esperança.
guardado no que canto, recanto
de poesia!

e já não são lágrimas,
mas pedaços de maresia,
amargos no sal, doces ao toque,
objectos de cristal, puras
sondas de Marte,
enviadas do senhor da guerra.

agora rendido. repleto,
preenchido na causa perfeita.
Vénus carcereira
inteira no amor que cresce,
aconchegando-me à vida.
bordejando a sua fronteira.

24 Comments:

Anonymous Neith said...

Palavras lapidadas esculpindo formas dum sentir imenso...magnifico poema! Beijinhos

11:25 da manhã  
Blogger Taia said...

Viciado na esperança!
Taí um vicio bom de ter!
Beijos!

11:47 da manhã  
Blogger Artur Moura Queirós said...

Este poema é simplesmente Fantástico.
Um hino à esperança
O lembrar de que uma fronteira é sempre pintada de encarnado e verde

12:06 da tarde  
Blogger luma said...

Olá Amândio!! É no desespero que se encontra forças para a reação Linda forma de escrita!
Obrigada pela revoada ao luz! Depois me conte como chegou lá. Beijus

1:04 da tarde  
Anonymous Diana said...

Oi.....

Estou agradecendo sua visita ao Tarde.....
E que esta esperança não pingue....jorre.....
Bjs.......

3:57 da tarde  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

Sempre escrevo de verde esperança,sempre..
E não perco a esperança de que vá me ver, Sr.sumido..
lindo dia
beijosssssssssssssss

5:56 da tarde  
Anonymous Miguel Peixoto said...

A esperança adquire-se. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora. (Georges Bernanos)
Adorei esta frase, creio que já esta tudo dito.
Um abraço

10:27 da tarde  
Blogger lonely star said...

Esperança.........
Preciso demais. Aliás, já tenho =D

beijinho!

11:44 da tarde  
Blogger Jacque said...

Armândio, obrigada pela visita ao Tricotando. Lindo poema e as palavras descrevem muito bem os sentimentos.
Beijos.

11:59 da tarde  
Blogger .: jigoku :. said...

da tua negra tinta
retiro
a mesma essência
de que são modelados os deuses
criadores.

e honesta,
é a tua Criação.

1:50 da manhã  
Blogger Rosalina said...

li o poema uma vez...
fui ler segunda.
já não era aquele o comentário que queria fazer.
li, portanto, terceira.

silêncio de palavras.

a quarta tentativa.
não consigo.

a palavra sinestesia não me sai da mente. tive de a escrever.

e mesmo assim, mas nada...

à quinta, só "pedaços de maresia"!

2:29 da manhã  
Blogger Freyja said...

gracias por tus saludos en Lagrimas
un abrazo y que tengas un lindo dia


besos y sueños

3:12 da manhã  
Blogger Mendes Ferreira said...

obrigado...........


assim espero.


beijo.

excelente texto.

11:03 da manhã  
Anonymous pequenita said...

simplesmente belo....lindo blog...lindas palavras...vou linkar no meu....
pequenita

11:51 da manhã  
Blogger Corvo said...

As pérolas que encerras em ti, revelando-se ao ritmo de teu passo no cruzar da fronteira, são verdadeiros pilares de força à esperança de quem as leia...

4:40 da tarde  
Anonymous Guilherme said...

A esperança serve de inspiração, inspiração essa que dará esperança a outros.
Um abraço

5:56 da tarde  
Blogger Su said...

belo texto. gostei de ler-te
voltarei
jocas maradas de sal

8:09 da tarde  
Anonymous Márcia(clarinha) said...

Viu o verde esperança funcionou e foste lá,amei!!
linda noite meu querido
beijosssssssss

10:03 da tarde  
Anonymous teresa cam said...

Que ironia!!! escreves e pintas, ao acaso, á tua maneira, mas sempre nas cores de Camões - Fabuloso - Beijocas grandes

12:02 da tarde  
Blogger sonia r. said...

Lindo!!!
Obrigada pela visita.
Bjos.

1:16 da tarde  
Blogger Maldito Duende said...

Gracias por su visita en mi blog. Me tendrá leyéndolo.
¡SALUD!

1:29 da tarde  
Blogger Fee said...

Uma pessoa chega ao teu blog e depara-se com este poema lindíssimo e fica logo meia atordoada;)! Tantas sensações que me causaste!
Podes ter a certeza que irei voltar muito mais vezes!**

1:43 da tarde  
Blogger Luna said...

Na dualidade de Marte Guerreiro e Venus de amor, encontramos o equilibrio dos sentidos

1:05 da manhã  
Anonymous nelia said...

esperança.....

que nos faz lembrar que o sol nem sempre brilha.
MAS EXISTE!!!

10:04 da tarde  

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