quarta-feira, janeiro 11, 2006

culatra



por mais que introduza o balázio na antecâmara da minha morte,

por mais que retese os músculos do meu dedo
numa carícia firme ao gatilho,

por mais que me soe a excelsa sonata do disparo,

não triunfo sobre a vida.
delicia-se no banquete perfeito da dor.
meticulosamente trinchando a minha carne viva.


5 Comments:

Blogger Carlos José Teixeira said...

Pois é, caro Amândio, amor com amor se paga.
E aqui não custa a pagar.
Ainda bem que me visitaste, ofereceste-me assim a oportunidade de conhecer este teu espaço - que agora é nosso também.

Tem paciência, mas sou obrigado: vais receber convite para dois blogs: "As Palavras Por Dentro" e a "Autópisa da Decadência".
São sítios despretensiosos mas bem frequentados.

Um abraço,
CT

3:08 da tarde  
Blogger Dalila said...

E ainda bem que não triunfaste sobre a vida. Enquanto a tiveres poderás sempre fazer qualquer coisa, depois disso, já nada será possível.

6:48 da tarde  
Anonymous nelia said...

a vida é fogo
que brilha e que requeima
e de corpo e alma se alimenta.

a vida é fogo,
serena violência
que derrete gelos indiferentes
e se ri da sombra traiçoeira.

a vida é fogo que só respeita a cinza.

e a cinza que em mim há
guarda a labareda derradeira
que há-de ser estrela para sempre.

9:37 da tarde  
Anonymous Carlos J. Teixeira said...

já está em http://www.bloglines.com/blog/LEITORCOMPULSIVO
abraços,
ct

2:10 da tarde  
Blogger alice said...

caro amândio,
hoje não é um bom dia para falar da morte...
nem todas as horas servem para espreitar a vida por ela...
não quero invocá-la em vão, basta senti-la como tu na palma da tua mão

um beijinho,
alice

3:32 da tarde  

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