domingo, janeiro 01, 2006

sopro

de traço arquitectónico
perfeito

A CONCHA

uma concavidade encerrando o mítico aconchego
profundamente…

exige, em demanda, o gesto de um feto.
recolhido no espaço, SEU!

emana da ordem que sossega
vive do tempo que não importa contar
padece da solidão que não suporta o riso da ventura
exclusiva de quem está.
só.

Com o céu, SEU!

em recolhimento
vivo o embrião gerado de costas
voltadas
para lá

A CONCHA

sofro o repúdio
ferido de outra arquitectura

IMPERFEITA!

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