segunda-feira, janeiro 16, 2006

a título póstumo

insano fico sempre que descubro que me perdi
quando menti
mesmo que abominando,
quando tive medo

mesmo sendo resoluto,
sempre que ousei arrogar
mesmo que desejando viver simplicidade,

que me ofereci laivos de vaidade

quando simplesmente buscava a estética,
que cai na cegueira da ignorância
ignorando tudo o que sei,
que matei o que sou
sendo o egoísmo carnificado.

quando as malhas do calculismo se sobrepuseram à minha vontade,
e tombei, sem balanço,

na loucura imperfeita
de quem vê desmoronar o que é.
amortalho-me na derrota,

essa filha predilecta da mentira!

7 Comments:

Blogger .: jigoku :. said...

don't go insane.
são apenas reflexos de humanidade, perfeitamente concebíveis.

12:37 da tarde  
Blogger Dalila said...

Isso só significa que és humano.

1:57 da tarde  
Blogger lonely star said...

E tambem que além de ser humano, sabe sentir isso como poucos. ;)

1:15 da manhã  
Blogger Luna said...

Só quando tombamos, sentimos que nos podemos levantar, e são as quedas que nos vão limando as arestas da vida.

6:11 da tarde  
Blogger Ma'at said...

Às vezes, em vez de nos perdermos, apenas tomamos o caminho mais longo... Não é por aí que se faz mais sangue ou se sentem mais espinhos. Pode doer... Mas dói sempre, não é verdade?...
A simplicidade de que falas é tão facilmente conseguida. Tão facilmente sentida... És a prova disso. E sabe-lo bem. Deixaste de parte monstros antigos e conseguiste por teu próprio mérito voltar a sorrir, como uma criança desinteressada e sem segundas intenções. Simples, e puro...

7:40 da tarde  
Anonymous Miguel Peixoto said...

O reconhecimento è um mérito, mas reconhecer os nossos caminho, nossos erros, nossas dores é notável, e o Dr. merece-o por inteiro. Agora expôr tudo isso louvável...
Um abraço

5:03 da tarde  
Anonymous nelia said...

conheci poucos homens com tanta vocação para proteger aqueles que amam.
conheci poucos homens com a sua doçura e calma.
conheci poucos homens que esquecessem o mundo e inventassem outro só para si.
mas como todos os homens diferentes e mais fortes,o seu espaço é só seu, nele é rei e senhor, as mulheres são seres quase perfeitos, quase impossíveis, que se desmaterializam quando entram na atmosfera.

talvez a sua existência esteja predestinada a fazer de si a pessoa ímpar que é e que o preço a pagar seja viver para sempre de forma ímpar.

9:50 da tarde  

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